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| 12/7/2010 - Especialistas investigam riscos dos vazamentos de petróleo à saúde humana |
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Uma variedade de problemas de saúde causados pela exposição a elementos químicos ameaça os operários e voluntários que atuam na limpeza do petróleo derramado da plataforma Deepwater Horizon. As pessoas que vivem em comunidades da região do Golfo do México também estão em risco.
Mas, segundo pesquisadores e autoridades de saúde que participaram de um seminário realizado em 22 e 23 de junho em Nova Orleans, Louisiana, não existe monitoramento suficiente para se determinar exatamente como as populações vulneráveis podem ser afetadas – o que levou os especialistas a convocarem agências governamentais e comunidades locais para discutir a saúde humana e, dessa forma, evitar os erros cometidos nos derramamentos anteriores.
No encontro, convocado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos e organizado pelo Instituto de Medicina, entidade sem fins lucrativos das Academias Nacionais dos Estados Unidos, o secretário de saúde pública do Estado de Alabama, Donald Williamson, lembrou o vazamento do petroleiro Exxon Valdez, em 1989. "Não fizemos o acompanhamento longitudinal de longo prazo que poderia nos ter fornecido os dados de que precisamos agora. Como posso dizer às comunidades litorâneas que tudo vai dar certo? Precisamos responder ao problema com o melhor que a ciência pode oferecer", observou.
Pesquisadores e autoridades da saúde disseram que, assim que possível, serão coletadas amostras de sangue – inclusive do cordão umbilical –, do leite materno e de saliva da população costeira do Golfo, o que ajudará a estabelecer dados de base.
"Estamos ansiosos para agir de imediato em nível local, e da forma mais científica possível", declarou Maureen Lichtveld, especialista em saúde ambiental da Universidade Tulane de Nova Orleans.
"Já passou da hora de coletarmos alguns tipos de informação que se tornarão muito importantes. Não sabemos hoje o que iremos precisar nos anos que virão", acrescentou John Bailar III, perito em epidemiologia do Departamento de Estudos de Saúde da Universidade de Chicago.
Os efeitos potenciais para a saúde incluem sintomas respiratórios e náusea – já reportados por alguns trabalhadores –, assim como problemas das vias aéreas inferiores decorrentes da inalação de compostos orgânicos voláteis. As comunidades costeiras também poderão sofrer consequências mais graves no longo prazo, como efeitos neurológicos nas crianças e fetos em desenvolvimento, além de mutações genéticas. |
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